segunda-feira, setembro 26, 2011

Minha Experiência com a Cirurgia Bariátrica!

Olá pessoal!
Neste post vou falar sobre a minha experiência com a cirurgia bariátrica. Na verdade eu ainda estou em processo pré-operatório, mas a muitos anos estudo o assunto. Meu primeiro contato com o assunto foi em 2004, eu sempre fui gordinho, então como todo o gordinho eu estava procurando uma forma fácil e milagrosa de perder peso, o que era pura perca de tempo, pois todos sabemos que não existem fórmulas mágicas para perder peso. Um dia assisti em um programa de televisão algo sobre uma cirurgia que reduzia o estômago e como consequência estimulava o emagrecimento. Fui atrás com certeza, mas apesar de já se realizar o procedimento a algum tempo eram poucas as informações sobre o assunto, passei cerca de um ano e meio buscando e armazenando informações. Em 2005 comecei a trabalhar na 26ª Coordenadoria Regional de Obras Públicas, lá conheci um rapaz que se submeteu a cirurgia bariátrica no mesmo ano. Ali tive a oportunidade de presenciar um pós-operatório e saber tudo o que definitivamente selou a minha decisão de também realizar o procedimento. A partir daí realmente começou minha corrida em busca da cirurgia bariátrica, corrida que durou seis anos, de 2005 à 2011. Bom, não bastava querer fazer a cirurgia, tinha que correr atrás, afinal era e ainda é um procedimento bastante caro. Primeiramente afastei a possibilidade de realizar a cirurgia de forma particular, pois não teria condições financeiras de arcar com o valor.
Na época eu não tinha o convênio que hoje me possibilita realizar esse sonho. Sou obrigado a confessar que é frustrante e angustiante você saber que existe uma forma de melhorar sua qualidade de vida e não ter como alcançar isso. Em 2006 fiquei sabendo, não me lembro de que maneira, que o SUS (Sistema Único de Saúde) estava cobrindo os custos do procedimento. Lá fui eu atrás mais uma vez. Para minha quase decepção o procedimento era realizado apenas no Hospital Conceição em Porto Alegre, tudo bem, lá fui eu para capital. Lá, fui informado que o tempo de espera na fila para a cirurgia estava em nada menos que dois anos, no mínimo. Foi um total balde de água fria, já havia esperado dois anos e teria que esperar no mínimo mais dois, nossa, minhas expectativas foram reduzidas a nada. Mas como nada é fácil na vida, respirei fundo e resolvi seguir em frente, isso uns dois dias depois, depois  que a raiva e a sensação de derrota foram digamos superadas. Mas os problemas não pararam por aí, no dia da primeira reunião de grupo, com pessoas que também passariam pelo mesmo que eu e com os profissionais (médicos, psicólogos) que comandariam a reunião, fiquei sabendo que eu deveria participar de todas essas reuniões, que eram realizadas durante dois dias, uma vez por mês, e ainda acompanhado de algum familiar, no caso minha mãe, que jamais me deixou desistir, devo muito a ela, ou seja, eu tinha que ir a Porto Alegre todos os meses e ficar lá no mínimo dois dias. Isso era praticamente impossível, por causa dos custos, tinhas os custos de viajem para duas pessoas, ida e volta, de alimentação, de locomoção, só não tinha os custos de hospedagem porque ficávamos na minha tia, inclusive agradeço muito a ela (tia Iracy) e a minha prima Kátia que me ajudaram muito com isso na época, muitas das passagens foram pagas por elas. Tentei conversar com o responsável pelo grupo para que eu pudesse ir de dois em dois ou em três em três meses para essas reuniões, para que eu pudesse diminuir os custos que eram elevadíssimo (cerca de um salário mínimo na época) o que era demais para nós. Como o tal médico foi inflexível e não me liberou de uma consulta se quer, foi questão de tempo até que chegasse o momento em que não consegui mais ir. Nesse momento perdi meu lugar na fila do SUS e mais uma vez meu sonho tinha ido por água a baixo. É importante relatar o quanto foi difícil esse período, porque a partir dai meu sonho estava cada vez mais longe, pois eu não tinha condições financeiras de arcar com a cirurgia particular e o SUS estava descartado, tive momentos onde se não fosse por força da minha mãe e auxílio de uma tia (Luci Minuzzi) eu tinha desistido de tudo e não sei o que teria sido de mim, angústias, medos, incertezas, frustrações tomaram conta de mim. Em 2007 conheci uma pessoa maravilhosa, minha noiva hoje, Edilvane Goulart, pessoa que a partir dai também foi incansável para que eu pudesse superar todos os dias as frustrações passadas e de outras tentativas também frustradas, como foi em 2009 com a UNIMED, que também possuía carência de dois anos e tinha no plano que cobria a cirurgia um dos mais caros. Minha mãe e minha noiva foram fundamentais para que eu tivesse força para seguir em frente e sempre tendo o bom humor como combustível, mesmo nos períodos mais difíceis. Não posso me queixar de apoio, sempre tive apoio da minha família, meus tios, meu primos e meus amigos sempre foram presentes e sempre me colocavam para cima, me dando esperanças de alguma forma. Esse ano, 2011, mais precisamente em março a Prefeitura de Santiago assinou contrato com o IPERGS como plano de saúde para os funcionários e como minha mãe é funcionária pública municipal aposentada tive a oportunidade de ingressar no plano através do PAC. Dia 10 de abril 2011 paguei meu primeiro boleto do IPE e seis meses depois, dia 15 de setembro realizei minha primeira consulta com o Dr. Glauco da Costa Alvarez, médico que escolhi para realizar o procedimento. Já tive consulta com psicóloga e com nutricionista e estou realizando a bateria de exames exigida como pré requisito para o procedimento bariátrico. Volto a Santa Maria dia 20 de outubro para consulta com anestesista, nutricionista, psicóloga e para o chamado fechamento, onde o Dr. Glauco vai analisar os exames e se tudo estiver bem, o que espero que esteja, ele marca o dia da cirurgia, o que tudo indica, será em novembro. Depois de seis anos e muitos obstáculos e problemas o sonho está cada vez mais próximo, é inegável a minha felicidade e minha euforia com a proximidade e minha ansiedade com a espera, mas é muito bom quando as coisas se acertam. Por isso eu digo que Deus jamais fecha uma porta sem abrir uma janela, se as coisas não deram certo hoje é porque ali na frente algo de melhor te espera. Quem estiver lendo isso e tiver alguma dúvida ou dificuldade, não se esqueça disso, Deus tem sempre algo de bom guardado para a gente. Não desista nunca, por mais difícil que seja o momento siga em frente de cabeça erguida e por mais remotas que sejam as chances, acredite sempre e não se esqueça "A vida nos leva aonde temos que ir".  Aproveito para reiterar minha profunda gratidão a minha mãe (Marly Minuzzi), a minha noiva (Edilvane Goulart), aos meus tios (Clóvis, Alemão, Iracy e Maria Inês) a minha tia (Luci Minuzzi, in memorian), a minha prima (Kátia Brodt), aos meus sogros (Ediçon e Jussara)  e a todos os meus amigos que torceram por mim, mas em especial a (Cesar Augusto de Deus, João Paulo Dri e Mariani Aquino). Um Grande Abraço!

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Dr. Glauco da Costa Alvarez

Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica